Autor

Sarah Oliveira Ramalho

Data de Publicação

31/03/2026, 11:57

1 📌 Introdução

Este relatório apresenta a análise estatística de um experimento realizado em sala de aula, no qual uma bola foi lançada 41 vezes por meio de uma catapulta, com o objetivo de observar a variabilidade dos resultados. A partir das distâncias obtidas, busca-se evidenciar que não existem valores constantes em fenômenos reais, uma vez que diferentes fatores — como força aplicada, ângulo de lançamento e condições do ambiente — influenciam diretamente os resultados.

Os dados coletados foram organizados e analisados utilizando ferramentas da Estatística Descritiva, permitindo identificar medidas de posição, dispersão e características da distribuição, como assimetria e curtose. Dessa forma, o experimento demonstra, na prática, como pequenas variações nas condições iniciais podem gerar diferenças significativas nos resultados, reforçando a importância da análise estatística na interpretação de dados experimentais.

2 🎯 Objetivos

Analisar estatisticamente os dados obtidos a partir dos lançamentos da bola, evidenciando a variabilidade dos resultados e a influência de diferentes fatores experimentais.

2.1 Objetivo geral

Lançar a bola por meio da catapulta sob as mesmas condições 40 vezes e estudar a mudança das distâncias.

2.2 Objetivos específicos

  • Coletar dados experimentais

  • Interpretar resultados

  • Identificar a presença de valores extremos (outliers) e analisar seu impacto;

  • Calcular e interpretar a assimetria e a curtose da distribuição;

  • Investigar a influência de fatores experimentais (força, ângulo, medição) nos resultados

  • Utilizar a linguagem R para análise e organização dos dados;

  • Interpretar os resultados obtidos, relacionando-os com as condições do experimento


3 ⚙️ Metodologia

Apoiou- se a catapulta em uma mesa de madeira,plana.Uma pessoa A ficou sendo responsável por lançar a bolinha com a catapulta( configurações dessa ) :

B+: 100° A+: nível 2 O-: nível 3 A-: nível 2

Colocou - se pó de giz na bola antes de coloca - la na cataputa. Outra B ficou encarregada de ficar olhando com ajuda de uma trena métrica que começava no rumo dos pés da mesa - essa lia em voz alta em que metragem a bola caiu e outro,C ficava segurando a trena embaixo da mesa.Um D anotava a distância que oB dizia e o número do lançamento.Mas depois do lançamento 16 houve uma pessoaF falando o que D anotava para o professor G fazer uma planilha Excell já adiantada (basicamente o que o D fez só que nessa ferramenta ).


4 🔍 Resultados e Discussão

As causa de variações no resultado foram:

  1. Variação na inclinação da catapulta Fator B (ângulo de lançamento) 𝐵+=100 (Esse é o ângulo do braço da catapulta) o alcance máximo é ≈ 45° e o máximo vertical é 100°. 2.Variação na quantidade de pó de giz na bola isso provoca atrito na bola com a madeira da cataulta.
  2. Pessoa F confundindo a D ao falar próximo ao ouvido da mesma isso aconteceu.Levou a pessoa D confundir valores.
  3. Variação na força de lançamento
  4. Mudança na localização da trena métrica quando a bola caía, ela balançava a fita, alterando a distância até a catapulta 6.A trena não estava exatamente embaixo da onde a bola estava na catapulta muitas vezes a condição 5. alterava.

4.1 📊 Análise de Dados

A seguir , uma tabela mostrando a distância (m) correspondente a cada lançamento N :

Código
library(knitr)

lancamento <- c( 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 , 16 , 17 , 18 , 19 , 20 , 21 , 22 , 23 , 24 , 25 , 26 , 27, 28 , 29 , 30 , 31 ,32 ,33 , 34 , 35 , 36 , 37 , 38 , 39 , 40 )

distancia  <- c(1.96,1.95,1.99,1.93,2.05,2.13,2.8,1.99,2.5,2.8,1.99,1.88,2.01,
                1.97,2.0,1.72,1.86,1.95,1.92,2.03,1.71,1.64,1.87,1.96,1.93,1.77,
                1.95,1.93,1.98,1.96,1.98,1.68,1.82,1.84,1.9,1.87,1.67,1.51,1.68,1.72)

# Frequência
freq <- table(distancia)

# Tabela horizontal dos dados
tabela <- rbind(
  "Distância (m)" = distancia
)

kable(
  tabela,
  col.names = paste0("N", 1:40 ),
  caption = "Tabela 1: Dados dos lançamentos (horizontal)"
)
Tabela 1: Dados dos lançamentos (horizontal)
N1 N2 N3 N4 N5 N6 N7 N8 N9 N10 N11 N12 N13 N14 N15 N16 N17 N18 N19 N20 N21 N22 N23 N24 N25 N26 N27 N28 N29 N30 N31 N32 N33 N34 N35 N36 N37 N38 N39 N40
Distância (m) 1.96 1.95 1.99 1.93 2.05 2.13 2.8 1.99 2.5 2.8 1.99 1.88 2.01 1.97 2 1.72 1.86 1.95 1.92 2.03 1.71 1.64 1.87 1.96 1.93 1.77 1.95 1.93 1.98 1.96 1.98 1.68 1.82 1.84 1.9 1.87 1.67 1.51 1.68 1.72
Código
# Tabela de frequência
kable(
  as.data.frame(freq),
  col.names = c("Distância (m)", "Frequência"),
  caption = "Tabela 2: Frequência das distâncias"
)
Tabela 2: Frequência das distâncias
Distância (m) Frequência
1.51 1
1.64 1
1.67 1
1.68 2
1.71 1
1.72 2
1.77 1
1.82 1
1.84 1
1.86 1
1.87 2
1.88 1
1.9 1
1.92 1
1.93 3
1.95 3
1.96 3
1.97 1
1.98 2
1.99 3
2 1
2.01 1
2.03 1
2.05 1
2.13 1
2.5 1
2.8 2

5 📚 Cálculos

6 A seguir, os cálculos da frequência de cada valor

Código
library(knitr)

# calcular frequência de cada valor
freq <- table(distancia)

# associar frequência a cada observação
freq_individual <- freq[as.character(distancia)]

# Gerando tabela horizontal
kable(
  tabela,
  col.names = paste0("N", lancamento)
)
N1 N2 N3 N4 N5 N6 N7 N8 N9 N10 N11 N12 N13 N14 N15 N16 N17 N18 N19 N20 N21 N22 N23 N24 N25 N26 N27 N28 N29 N30 N31 N32 N33 N34 N35 N36 N37 N38 N39 N40
Distância (m) 1.96 1.95 1.99 1.93 2.05 2.13 2.8 1.99 2.5 2.8 1.99 1.88 2.01 1.97 2 1.72 1.86 1.95 1.92 2.03 1.71 1.64 1.87 1.96 1.93 1.77 1.95 1.93 1.98 1.96 1.98 1.68 1.82 1.84 1.9 1.87 1.67 1.51 1.68 1.72
Código
# calcular frequência de cada valor
freq <- table(distancia)

# associar frequência a cada observação
freq_individual <- freq[as.character(distancia)]

# montar tabela horizontal
tabela_x <- rbind(
  Distancia = as.numeric(names(freq)),
  Frequencia = as.numeric(freq)
)
Código
library(knitr)

moda <- function(x) {
  ux <- unique(x)
  ux[which.max(tabulate(match(x, ux)))]
}
moda(distancia)
[1] 1.96

7 A seguir , uma análise estatística das distâncias, a começar por :

7.1 1. Mediana

\[ Md = \frac{x_{\frac{n}{2}} + x_{\frac{n}{2}+1}}{2} \] Resultado:

Código
cat("Mediana =", median(distancia))
Mediana = 1.94

7.2 2.Desvio padrão

\[ s <- sqrt( sum((distancia - media)^2) / (n - 1) ) \] Resultado :

Código
round(sd(distancia), 4)
[1] 0.2571

8 3.Moda

\[ Mo = \text{valor mais frequente} \]

Resultado:

Código
moda <- function(x){
  ux <- unique(x)
  ux[which.max(tabulate(match(x, ux)))]
}
cat("Moda =", moda(distancia))
Moda = 1.96

9 🧠 Considerações finais

O experimento atingiu seu objetivo ao permitir a análise da influência de diferentes fatores na distância percorrida pela bolinha, evidenciando a variabilidade dos resultados por meio de ferramentas estatísticas.

Observou-se, com isso,que o ângulo de lançamento, a força aplicada, o atrito (devido ao pó de giz) e erros de medição e comunicação impactaram diretamente os dados. Como aprendizado, destaca-se a importância do controle experimental e da análise estatística na interpretação de resultados reais.

A qualidade dos dados foi suficiente, porém com dispersão elevada, indicando a presença de erros experimentais. Para melhorias, recomenda-se padronizar o lançamento, fixar corretamente a trena e reduzir interferências durante a coleta dos dados.