Autor

Sarah O. Ramalho

Data de Publicação

22 de abril de 2026

0.1 📌 Introdução

1 Apresentação do Experimento

Este relatório consiste em estudar o experimento feito com uma catapulta, em que a partir de 40 lançamentos de uma bolinha por grupo, sob diferentes configurações dos fatores (A+, A−, O−, B+) O experimento evidenciou a importância do controle das variáveis,e do uso de ferramentas computacionais na análise estatística, além de destacar possíveis falhas experimentais que impactam os resultados.

2 🎯 Objetivos

Entender a variação dos valores mesmo sob as mesmas condições de lançamento.

2.1 Objetivo geral

Desenvolver uma análise estatística nos estudantes de engenharia com base nos dados experimentais, podendo eles chegar a uma conclusão matemática da causa das variações nos valores e entender como minucias são capazes de gerar mudanças.

2.2 Objetivos específicos

## Objetivos Específicos

Coletar e organizar dados experimentais provenientes dos lançamentos da catapulta;

Investigar a influência dos fatores experimentais (A+, A−, O−, B+) na variabilidade dos dados;

Identificar e interpretar a presença de assimetria e curtose na distribuição das distâncias;

Avaliar o impacto de pequenas variações (ângulo, força, atrito, erro humano) nos resultados obtidos;


3 📚 Fundamentação Teórica

Baseia-se na Estatística Descritiva, voltada à organização, análise e interpretação de dados quantitativos. São utilizadas medidas de posição (média e mediana) para representar valores centrais e medidas de dispersão (variância e desvio padrão) para avaliar a variabilidade dos resultados. A comparação entre dados agrupados e não agrupados evidencia possíveis perdas de precisão ao agrupar valores contínuos. Além disso, as medidas de assimetria e curtose permitem analisar a forma da distribuição dos dados. O estudo também considera a influência de erros experimentais, como variações na execução e na medição, destacando a importância do uso da linguagem R para realizar análises de forma precisa e organizada. —

4 ⚙️ Metodologia

Primeiramente,a carapulta foi posicionada numa mesa plana (mesa escolar),colou-se um sarrafo (aparelho que fixou a catapulta nessa superfície ) e usou uma fita de medição(trena) que começou no ponto final da catapulta até o pé de uma mesa que 2,35m, para ficar mais fácil de medir,evitando que a fita balance quando a pola caisse e dado que foi notado,por meio de dois experimentos teste que em geral quando a bola era lançada ela caia ou no rumo dele ou um pouco depois.

No final apenas se adicionou os 2,35m para dar a distância total a partir da cataputa até onde a bola caiu.Quando a bola caia no chão,Esse pé da mesa passava a ser o ponto inicial da fita (pois ela caia um pouco depois dele) e depois era adicionar esses 2,35 a distância a mais, que apartir desse ponto deu. Dividimo-nos em funcionalidades - Emily ficou sendo responsável por lançar a bola por meio da catapulta,o professor (Ben Dêivide) fez o processo descrito da fita e ficou visualisando onde a bola caia e dizendo em voz alta onde a distância a partir do pé da mesa ao lado (2,35m da catapulta) que a bola caiu para Sarah anotar.Outro estudante ficou ajudando Ben Dêivide, ao disutir a visão dele onde a bola caiu, para ver se batia com a do professor.


5 A seguir,serão mostradas algumas imagens ilustrativas de tal experimentro :

5.1 Niveis da catapulta:

5.2 Bola sobre a catapulta:

5.3 Catapulta posicionada sobre a mesa

5.4 Medição da distância percorrida pela bola depois do pé da mesa :

6 🔍 Resultados e Discussão

A seguir será mostrado uma tabela com os dados do lançamento. A começar pelos lançamentos contados a partir do pé da careira(2,35m da catapulta) :

Código
library(knitr)

distancia <- c(
  58, 61.2, 51.2, -7.5, 55.0, 36.5, 60.0, 48.5, 45.0, 41.0,
  45.0, 58.0, 62.0, 51.0, 52.5, 52.0, 60.5, 64.0, 61.2, 56.2,
  72.5, 70.5, 65.8, 62.2,
  54.1, 61.5, 52.3, 48.0,
  28.8, 58.4, 52.7, 46.8, 43.0, 61.2, 22.4, 55.0, 57.4, 33.7,
  52.4
)
tabela_original <- rbind(Distancia = distancia)
kable(tabela_original, caption = "Distâncias originais")
Distâncias originais
Distancia 58 61.2 51.2 -7.5 55 36.5 60 48.5 45 41 45 58 62 51 52.5 52 60.5 64 61.2 56.2 72.5 70.5 65.8 62.2 54.1 61.5 52.3 48 28.8 58.4 52.7 46.8 43 61.2 22.4 55 57.4 33.7 52.4

6.1 A distância a partir do pé da catapulta (Dist_pé) foi medida para cada lançamento (N). A partir desses valores, calculou-se a distância total utilizando a expressão:

\[ Dist_{total} = Dist_{pé} + 2.35 \] #### Os resultados foram organizados em função da ordem dos lançamentos.

Código
library(knitr)

distancia_nova <- distancia + 2.35
N <- 1:length(distancia)

# Criando matriz diretamente (melhor que data.frame aqui)
tabela <- rbind(
  "Dist_pé" = distancia,
  "Dist_total" = distancia_nova
)

7 A seguir, uma comparação com a ditância percorrida pela bola a partir do pé da cadeira (dist_pé) e essa distância adicionado a antes do pé da cadeira - a distância total (dist_total) :

Código
# calcular frequência de cada valor
freq <- table(distancia_nova)

# associar frequência a cada observação
freq_individual <- freq[as.character(distancia_nova)]

# Gerando tabela horizontal
kable(
  tabela,
  col.names = paste("N", N)
)
N 1 N 2 N 3 N 4 N 5 N 6 N 7 N 8 N 9 N 10 N 11 N 12 N 13 N 14 N 15 N 16 N 17 N 18 N 19 N 20 N 21 N 22 N 23 N 24 N 25 N 26 N 27 N 28 N 29 N 30 N 31 N 32 N 33 N 34 N 35 N 36 N 37 N 38 N 39
Dist_pé 58.00 61.20 51.20 -7.50 55.00 36.50 60.00 48.50 45.00 41.00 45.00 58.00 62.00 51.00 52.50 52.00 60.50 64.00 61.20 56.20 72.50 70.50 65.80 62.20 54.10 61.50 52.30 48.00 28.80 58.40 52.70 46.80 43.00 61.20 22.40 55.00 57.40 33.70 52.40
Dist_total 60.35 63.55 53.55 -5.15 57.35 38.85 62.35 50.85 47.35 43.35 47.35 60.35 64.35 53.35 54.85 54.35 62.85 66.35 63.55 58.55 74.85 72.85 68.15 64.55 56.45 63.85 54.65 50.35 31.15 60.75 55.05 49.15 45.35 63.55 24.75 57.35 59.75 36.05 54.75

8 Agora, as frequências correspondentes a cada distância :

Código
# calcular frequência de cada valor
freq <- table(distancia_nova)

# associar frequência a cada observação
freq_individual <- freq[as.character(distancia_nova)]

# montar tabela horizontal
tabela_x <- rbind(
  Distancia = as.numeric(names(freq)),
  Frequencia = as.numeric(freq)
)

kable(tabela_x, caption = "Tabela horizontal lançamentos, e frequências")
Tabela horizontal lançamentos, e frequências
Distancia -5.15 24.75 31.15 36.05 38.85 43.35 45.35 47.35 49.15 50.35 50.85 53.35 53.55 54.35 54.65 54.75 54.85 55.05 56.45 57.35 58.55 59.75 60.35 60.75 62.35 62.85 63.55 63.85 64.35 64.55 66.35 68.15 72.85 74.85
Frequencia 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 2.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 2.00 1.00 1.00 2.00 1.00 1.00 1.00 3.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00

9 A seguir , uma analise estatística dos dados das distâncias e frequências :

9.1 Média

\[ \bar{x} = \frac{\sum x_i}{n} \]

9.1.1 Das distâncias :

Código
media <- sum(as.numeric(names(distancia_nova)) * freq) / sum(freq)
media
[1] 0

9.1.2 Das frequências :

Código
media <- sum(as.numeric(names(freq)) * freq) / sum(freq)
media
[1] 53.88846

9.2 Mediana

\[ Md = \frac{x_{\frac{n}{2}} + x_{\frac{n}{2}+1}}{2} \]

9.3 Resultado:

9.3.1 Das distâncias :

Código
cat("Mediana =", median(distancia_nova))
Mediana = 56.45

9.3.2 Das frequências :

Código
cat("Mediana =", median(freq))
Mediana = 1

9.4 Desvio padrão

\[ s = \sqrt{\frac{1}{n-1} \sum_{i=1}^{n} (x_i - \bar{x})^2} \]

Resultado:

9.4.1 Das distâncias :

Código
cat("Desvio padrão =", sd(distancia_nova))
Desvio padrão = 14.36642

9.4.2 Das frequências :

Código
cat("Desvio padrão =", sd(freq))
Desvio padrão = 0.4357058

9.5 Moda

\[ Mo = \text{valor mais frequente} \]

9.6 Resultado:

9.6.1 Das distâncias :

Código
moda <- function(x){
  ux <- unique(x)
  ux[which.max(tabulate(match(x, ux)))]
}
cat("Moda =", moda(distancia_nova))
Moda = 63.55

9.6.2 Das frequências :

Código
moda <- function(x){
  ux <- unique(x)
  ux[which.max(tabulate(match(x, ux)))]
}
cat("Moda =", moda(freq))
Moda = 1
9.6.2.1 Mudanças nos valores apresentados se deram por fatores como

10 Força Elástica

A força elástica é dada pela Lei de Hooke:

\[ F = -k \cdot x \]

Código
library(knitr)

k <- 200
x <- 0.05
F <- -k * x

kable(data.frame(
  Constante_k = k,
  Deformacao_x = x,
  Forca = F
), caption = "Cálculo da força elástica")
Cálculo da força elástica
Constante_k Deformacao_x Forca
200 0.05 -10

Ao puxar o elástico, armazena-se energia potencial elástica que é transformada em movimento quando solta.Possivelmente, nos lançamentos mais baixos, como no N=4 e N=35,pode ser que ela não tenha puxado totalmente o elástico,causando grande mudança da media das distâncias.

Essa força foi a causa principal da variação dos valores, somado a outros fatores,como atrito do ar , a mesa que deu uma deslocada em sentido horário em algum momento,durante esse lançamentos, e o sarrafo que saiu no 7 arremeço que foram mais influentes nas variações das distâncias.

Na jogada 22,decidimos escalonar o chão com giz,pois assim ficaria melhor de visualisar onde a bola caiu.Sobre a visão de onde a bola tenha caido no chão,não fez grande efeito na distância,não teve muita alteração como os outros que mencionei.

11 Medidas de assimetria e curtose

11.1 Assimetria (skewness):

indica o grau de inclinação da distribuição:

Assimetria positiva: cauda mais longa à direita (valores altos mais dispersos); Assimetria negativa: cauda mais longa à esquerda; Assimetria próxima de zero: distribuição aproximadamente simétrica.

11.2 Curtose (kurtosis):

Mede o grau de concentração dos dados em torno da média:

Curtose alta (leptocúrtica): dados mais concentrados e presença de picos; Curtose baixa (platicúrtica): dados mais espalhados; Curtose próxima da normal (mesocúrtica): comportamento semelhante à distribuição normal.

12 A seguir,as fórmulas e cálculos para cada:

Onde:

(x_i) são os valores observados ({x}) é a média (s) é o desvio padrão (n) é o número de observações

\[ ("========== FÓRMULAS ==========") \] ### A assimetria é dada por:

\[ Sk = \frac{1}{n} \sum_{i=1}^{n} \left(\frac{x_i - \bar{x}}{s}\right)^3 \] ### A curtose é dada por:

\[ K = \frac{1}{n} \sum_{i=1}^{n} \left(\frac{x_i - \bar{x}}{s}\right)^4 \]

Código
library(e1071)

assimetria <- skewness(distancia)
curtose <- kurtosis(distancia)

cat(sprintf("Assimetria: %.3f\n", assimetria))
Assimetria: -1.940
Código
cat(sprintf("Curtose: %.3f\n", curtose))
Curtose: 5.294

13 Análise de cada:

13.1 Assimetria = -1.94

👉 Negativa forte

✔ Significa:

cauda à esquerda muitos valores menores extremos dados puxados para valores baixos

📌 Interpretação no experimento:

Alguns lançamentos tiveram distâncias bem menores que o padrão, possivelmente por falhas como menor força, erro de ângulo ou interferência externa.

13.2 Curtose = 5.294

Há um excesso de curtose, pois ela é > 3 , logo classifica - se como curtose Leptocúrtica

O que isso significa na prática

Pico mais alto que o normal Muitos valores próximos da média

Caudas pesadas Presença de valores extremos (outliers)

13.3 Agora vem a parte importante (interpretação física):

13.3.0.1 Existência de lançamentos muito diferentes

Exemplo:

alguns valores altos (2.8, 2.5) outros bem baixos (1.5, 1.6)

O que gera caudas pesadas

13.3.1 Concentração em torno de um valor médio

maioria dos lançamentos:

perto de ~1.9

Isso cria o pico alto

13.3.2 Falta de controle experimental :

variação de força variação de ângulo erro humano posição da trena

13.3.2.1 Pequenas variações → grandes desvios

14 Conclusão

Por meio desse experimento, foi possível entender, de forma visual como minúcias causam pequenas variações, e erros humanos são muito influenciaveis na medida que pensamos manter a mesma precisão,mesma força, no caso de Emily, quando não percebemos que a mesa tinha deslocado, etc, isso causa grande efeito nos dados.E, além disso, foi imprensidivel fazer análises estatísticas, como media,mediana e moda, e analisa -las no conjunto de dados. De forma análoga, analisando os dados, quanto a precisão, chega-se a conclusão de que :

15 A mediana tende a ser a medida mais precisa para representar as distâncias

Pois existe valores extremos, logo curtose alta (≈ 5,29). Isso indica outliers (Outliers são valores que estão muito distantes do padrão do conjunto de dados.)

15.1 Media:

✔Vantagem: usa todos os dados Problema: sensível a valores extremos

👉alguns lançamentos muito altos/baixos puxam a média

15.2 Mediana (mais robusta)

Valor central dos dados ordenados

✔Vantagens: não é afetada por outliers representa melhor o “comportamento típico”

👉Ideal para o xperimento

15.3 Moda

👉valor mais frequente

Problema: seus dados são contínuos dificilmente há repetições exatas

Pouco útil aqui